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terça-feira, 29 de março de 2016

Prestação da casa própria vai subir até R$ 1.019

O aumento de juros para novos financiamentos de imóveis anunciado ontem pela Caixa Econômica Federal fará as prestações subir de R$ 125 até R$ 1.019, dependendo do valor do imóvel e do tipo de relacionamento do mutuário com o banco. 

Novos juros para constratos habitacionais foram anunciados ontem
Elza Fiuza/ABr
O levantamento foi divulgado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) após o anúncio das novas taxas pelo banco.

Os valores só valem para contratos assinados desde a última quinta-feira (24). Quem fechou negócio antes dessa data continuará a pagar as prestações antigas. Para o financiamento de imóveis de R$ 300 mil pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) com a tabela price (prestações fixas), as prestações subirão de R$ 156,47 a R$ 266,48. As taxas para essas linhas, que estavam entre 9,3% e 9,9% ao ano, passaram para uma faixa entre 10% e 11,22% ao ano.

Nos financiamentos de imóveis do mesmo valor pelo sistema de amortização constante (prestações decrescentes), o impacto na prestação ficará entre R$ 125 e R$ 250. Nessa modalidade, os juros aumentaram de uma faixa entre 10,5% e 11,5% ao ano para um intervalo entre 11% e 12,5% ao ano.

As parcelas dos financiamentos de imóveis de R$ 750 mil pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) com a tabela price subirão de R$ 200,75 a R$ 1.019,22. No sistema de amortização constante, a prestação de um financiamento de R$ 750 mil subirá de R$ 312,50 a R$ 616. Até agora entre 10,5% e 11,5% ao ano, as taxas do SFI ficarão entre 11% e 12,5% ao ano.

Os juros dos financiamentos da Caixa variam conforme o grau de relacionamento do mutuário com o banco. Quem não é correntista paga taxas mais altas. Quem tem conta no banco paga menos, com desconto maior caso receba salário pelo banco. Servidores públicos também têm descontos maiores nos juros.

Em nota, a Caixa informou que o reajuste das taxas do SFH e do SFI é “decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico”. A última vez em que o banco tinha aumentado os juros para esse tipo de financiamento tinha sido em outubro do ano passado.

As taxas de juros dos financiamentos habitacionais com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não sofreram alteração.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Caixa reajusta empréstimo com penhor de ouro


Com o aumento do preço do ouro no mercado interno, o penhor tornou-se mais atraente. Penhor é uma opção de crédito em que joias são dadas como garantia de um empréstimo e depois podem ser resgatadas.

A Caixa aplicou um reajuste médio de 10% sobre as tabelas de ligas de ouro da modalidade, a fim de acompanhar a alta da cotação do metal.

O penhor da Caixa é uma das modalidades de crédito de menor taxa de juros
José Cruz/Agência Brasil
De 30 de dezembro de 2014 até o fim da primeira semana de novembro deste ano, o metal acumulou valorização de 29,41% no mercado doméstico, de acordo com informações veiculadas pela Agência Brasil. O pico da valorização em 2015 ocorreu em 28 de setembro, quando havia 44,61% de alta acumulada.

O motivo para a disparada dos preços do ouro é a alta do dólar, conforme explica Edson Magalhães, gerente de operações de uma empresa especializada neste mercado de metais, ouvido pela Agência.

A alta do ouro é provocada basicamente pela valorização do dólar. Os dois componentes que formam o preço no mercado interno são o valor internacional e a cotação do dólar. O preço internacional do ouro permaneceu quase inalterado ao longo do ano, com pequena queda, mas no mercado doméstico a cotação da moeda norte-americana saiu de R$ 2,65 no fim do ano passado para quase R$ 4 este ano.

O penhor da Caixa Econômica Federal é uma das modalidades de crédito existentes no mercado com menor taxa de juros e facilidade de negociação. Esta modalidade permite ao cliente o pagamento de parcelas fixas e amortização ao longo do tempo pelo sistema Price.

O penhor parcelado pode ser contratado com prazos que variam de 2 a 60 meses, com parcela de valor mínimo de R$ 50.

A Caixa tem tabelas próprias de avaliação de garantias. Não há periodicidade fixa de reajuste.

Além de penhorar ou vender o ouro que já se tem em casa, outra possibilidade é investir no metal, apostando na continuidade da atual valorização. A tendência é de que 2016 o ouro continue em alta no mercado doméstico. Isso porque o momento político e os acertos fiscais do governo fazem com que investidores retirem um pouco de dinheiro, mantendo a cotação do dólar elevada, pressionando também o valor do ouro.

A pessoa interessada em fazer um empréstimo por meio do penhor deve procurar uma agência da Caixa que realize esta operação.

É preciso apresentar RG, CPF em situação regular na Receita Federal, o comprovante de residência e o bem que se deseja empenhar. Pode ser joia, metais nobres, utensílios e objetos não perecíveis de valor. O empréstimo é liberado na hora.

Não é realizada análise cadastral e não precisa de avalista. O empréstimo pode ser renovado diversas vezes mediante o pagamento de encargos. Depois, basta pagar o empréstimo e pegar de volta o bem penhorado.





terça-feira, 22 de setembro de 2015

Caixa aumenta juros para casa própria

Novos contratos terão juros mais elevados a partir de outubro
Divulgação/EBC

Notícia ruim para quem pretende financiar sua casa própria: a Caixa Econômica Federal anunciou que vai aumentar os juros para financiamento da casa própria a partir de outubro.

A medida valerá para quem assinar o contrato de financiamento a partir do dia 1º do mês que vem. Contratos já assinados não serão afetados.

Esta foi a terceira vez neste ano que a Caixa reajustou os juros das linhas de crédito habitacional.

As novas taxas variam conforme o grau de relacionamento do cliente com o banco. Para correntistas da instituição e servidores públicos que financiam imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional, a taxa subiu meio ponto percentual, de 8,8% a 9,3% ao ano para 9,3% a 9,8% por ano.

Para quem não é correntista da Caixa, os juros subirão de 9,45% para 9,9% ao ano. O SFH financia imóveis de até R$ 650 mil ou R$ 750 mil, dependendo da localidade, com recursos da caderneta de poupança.

Os financiamentos do Sistema Financeiro Imobiliário, destinado a imóveis acima de R$ 650 mil ou de R$ 750 mil, dependendo da localidade, também ficarão mais caros.

A taxa para correntistas da Caixa e para servidores públicos passarão de 10,2% a 10,7% ao ano para 10,5% a 11,2% ao ano. Para mutuários sem conta na Caixa, a taxa aumentará de 11% para 11,5% ao ano. Para os imóveis comerciais, os juros subirão de 12% para 14% ao ano.

Em comunicado, a Caixa informou que o aumento da taxa Selic – juros básicos da economia – foi o responsável pela alta. Atualmente, a Selic, que serve de base para as demais taxas de juros da economia, está em 14,25% ao ano, depois de ter sido reajustada por sete vezes seguidas desde outubro do ano passado.

Segundo o banco, apenas os juros do Programa Minha Casa, Minha Vida – destinado a famílias de baixa renda – não sofreram aumento. 



Várias medidas


Responsável por 70% do crédito imobiliário em todo o país, a Caixa tem tomado uma série de medidas ao longo do ano que dificultam o acesso aos financiamentos de imóveis.

Em janeiro e em abril, o banco elevou os juros das linhas de crédito do SFH. Também em abril, a Caixa diminuiu o limite de financiamento. O teto caiu de 90% para 80% do valor do imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC) e de 80% para 50% nos imóveis usados avaliados em até R$ 750 mil.

No início de agosto, o banco voltou a restringir o acesso ao crédito imobiliário, proibindo que clientes com um imóvel financiado com recursos da poupança financiem outro imóvel na mesma modalidade. Segundo o banco, a mudança atingiu 2,4% dos financiamentos disponíveis.

Com tudo isso, o candidato a mutuário precisa pensar bem antes de assinar um contrato de financiamento da casa própria. É muito comum as pessoas forçarem o financiamento arranjando comprovantes de renda com valores maiores do que realmente recebem mensalmente. Com isso, acabam comprometendo muito mais de seu orçamento do que seria recomendável (até 30% do total da renda mensal).

Um financiamento habitacional é quase sempre uma operação de longo prazo e, portanto, vai atravessar vários períodos de incertezas. Se a prestação couber muito justo no orçamento, o mutuário corre o risco de estourar as contas quando ocorrer algum imprevisto ou turbulência na economia. Em 20 ou 30 anos, certamente várias instabilidades econômicas vão cruzar o caminho do interessado.


É preciso fazer as contas direitinho para que o sonho da casa própria não se transforme em um inferno.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Caixa reduz financiamento para imóveis usados

Quem pretende financiar um imóvel usado pela Caixa deve correr para garantir uma margem maior de financiamento, pois o banco vai reduzir o limite de financiamento para imóveis usados a partir da próxima segunda-feira.

A Caixa vai alterar as margens de financiamento de imóveis usados
Marcelo Camargo/ABr
A instituição explicou que o foco deste ano será o financiamento de imóveis novos, “com destaque para a habitação popular – operações do Minha Casa, Minha Vida e recursos do FGTS”, que não sofrerão nenhuma alteração.

A partir da próxima semana, o limite de financiamento para imóveis usados nas operações com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) passará de 80% para 50% do valor total do imóvel nas operações do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).

Com as mudanças, o consumidor que comprar imóvel usado pelo SFH, que atualmente precisa de uma entrada mínima de 20%, terá de dar uma entrada de, pelo menos, 50% e financiar a outra metade.

No caso do SFI, o comprador, que hoje pode dar uma entrada mínima de 30%, terá, a partir da próxima semana, de pagar pelo menos 60% do valor do imóvel, financiando com a Caixa no máximo 40%.