Bolsa

Veja o andamento das principais bolsas no mundo

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Curso em Rio Preto vai discutir saúde financeira


“Lado a Lado – Prática Clínica e Sucesso Financeiro” é o tema do curso que será realizado dia 14 deste mês na Unorp, de Rio Preto, voltado a pessoas que gasta mais do que recebe, tem dificuldades de controlar seus impulsos na hora da compra e está negativo no banco.

Idealizado pelo Centro de Desenvolvimento Humano (CDH), o minicurso será ministrado pela expert e facilitadora Valéria Meirelles, doutora em finanças pela PUC, de São Paulo. Ela, que também é psicóloga e autora de livros sobre o assunto, promete mudar esta situação com base nas orientações e vivências que irá oferecer das 8 às 12 horas, no curso. 

Quem já fez e garante que funciona é a psicóloga Vanilda L. de Souza Tanios, do CDH, de Rio Preto, que reconhece o fato de ser um excelente profissional não te faz um excelente administrador de finanças, em especial na área de saúde. Ela mesma precisou da ajuda deste curso para melhor organizar esta parte de seu consultório. "Hoje tudo melhorou. Na verdade, nossas faculdades nos preparam para sermos ótimos profissionais, mas pouco ou quase nada nos orientam a respeito da condução da nossa carreira no que tange a parte que envolve  questões com o dinheiro”, diz.

Necessidade pessoal


A facilitadora Valéria Meirelles conta que seu trabalho é resultado de sua própria necessidade pessoal. Ela lembra que há 15 anos, atuava como psicoterapeuta e começou a perder clientes. Foi quando se deu conta de que sabia pouco ou quase nada a respeito do funcionamento de um consultório. “Pior, embora fosse profissional liberal, eu atuava no automático: estudava muito, fazia supervisão, dava meu melhor aos clientes, mas não sabia nada de administração financeira, muito menos de educação financeira”, admite.

Dois anos mais tarde, Valéria foi apresentada à Psicologia Econômica, daí decidiu fazer o doutorado. “Iniciei em 2008, dentro do Núcleo de Família e Comunidade da PUC-SP. Pesquisei como homens e mulheres lidam com o dinheiro ao longo da vida adulta”, diz.

Agora, ela ensina o profissional autônomo a lidar com o dinheiro. Para tanto foca na Psicologia do Dinheiro buscando entender a relação que o profissional tem com suas finanças, tendo como ponto de partida sua família. “A família é responsável pela socialização econômica do indivíduo, é ela quem ensina conscientemente, ou não, os modelos que as pessoas usarão o dinheiro ao longo da vida”, explica.

Compulsão e avareza


Tanto a compulsão quanto a avareza são patologias financeiras, que devem ser cuidadas. O primeiro não controla impulso, o segundo, preciso de segurança material e acumula bens de maneira nunca suficiente. 

“O avarento é o pão duro, mão de vaca, que se priva do prazer imediato pra ficar contabilizando os bens ou o dinheiro que possui e se sentir seguro. O gastador precisa de algo na hora e não possui capacidade de espera ou de postergar desejo. Raramente faz controle de suas contas, usa cheque especial e crédito consignado. Ambos estão fora do equilíbrio e mascaram dificuldades afetivas imensas, disfarçadas pelo uso disfuncional do dinheiro”, diz Valéria Meirelles.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Cuidados ajudam a resolver problemas com dívidas


O endividamento é um problema que castiga milhões de famílias no País.  

Reprodução
Para nós termos uma ideia melhor desta situação, o último Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor apontou crescimento de 14,9% nos primeiros quatro meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano anterior.  

A elevação das taxas de desemprego, o peso da inflação mais alta no bolso do consumidor e os juros cada vez maiores incidentes sobre as dívidas estão dificultando a situação financeira do consumidor, impulsionando para cima os níveis de inadimplência. 

Quando o orçamento mensal foge ao controle, o calote é inevitável. Quem está nesta situação, deve tomar medidas urgentes para parar a bola de neve do endividamento antes que ele cresça muito e torne a situação ainda muito mais difícil. 

O primeiro passo para isso é saber direitinho quanto se está ganhando. Pode parecer estranho, mas muita gente não sabe qual a sua receita mensal, principalmente quem é autônomo e recebe picado. O ideal é que seja um levantamento por mês, uma vez que a maioria das contas tem vencimento mensal. Quem tem o ganho irregular, deve trabalhar com uma média bem realista, pé no chão. 

E atenção: limites de cartão de crédito e de cheque especial não fazem parte desta renda. Mesmo porque eles não são renda, mas fontes de despesas extras. 

Depois, relacione todas as suas despesas (água, luz, telefone, condomínio, combustíveis, farmácia, alimentação, etc) e verifique quais são as suas dívidas (cartão de crédito, cheque especial, financiamentos, lojas, cheques sem fundos, etc).  

Se o valor das despesas é maior que o da renda, é preciso agir logo e com firmeza. 

Primeiro, corte supérfluos e reduza despesas que você pode ficar sem elas por um período de tempo. Faça as contas e veja qual a disponibilidade para pagamento. 

Segundo, troque dívidas caras por dívidas mais baratas. Por exemplo: se os juros do cheque especial são de 12% ao mês é mais viável contrair um empréstimo bancário com juros pré-fixados de 5% ao mês e quitar a fatura do cartão de crédito.  Neste caso a economia será bastante significativa. 

Ainda tem dívidas para acertar? Negocie diretamente com os credores o mais breve possível. Mas não faça acordos que não poderá cumprir depois – vá com calma e pague seus credores conforme suas reais possibilidades. 

Saia de casa com o dinheiro "contado". Deixe na gaveta o cartão de crédito e o talão de cheques. 

Economize nas pequenas despesas. Antes de comprar algo, pare e reflita: “preciso mesmo disto?”. 

Conheça seus direitos. Verifique se o que está sendo cobrado, mesmo previsto em contrato, é legalmente permitido (encargos, multa, correção monetária, tarifas e outras despesas). Em caso de dúvidas, consulte o Procon de sua cidade (veja os Procons no Estado de São Paulo).