Bolsa

Veja o andamento das principais bolsas no mundo

PSI 20 5.318,970 +15,730 +0,300%     DAX Xetra 7.248,580 +63,870 +0,890%     IBEX 35 7.875,000 +69,600 +0,890%     FTSE 100 5.793,780 +41,750 +0,730%     Dow Jones Industrial Average 12.837,350 +48,840 +0,380%     NASDAQ-100 (DRM) 2.600,480 +5,810 +0,220%     S&P 500 INDEX 1.391,030 +3,220 +0,230%     PSI 20 5.318,970 +15,730 +0,300%     MIB 30 15.553,620 +159,000 +1,030%     NIKKEI 225 9.366,800 +144,280 +1,560%     Hang Seng Index 21.743,199 +218,840 +1,020%     DJ Euro Stoxx 50 2.535,710 +16,030 +0,640%     BOVESPA 56.336,871 +94,750 +0,170%     AEX 0,000 0,000 0,000%     All Ordinaries Index 4.432,400 +41,700 +0,950%     AMEX 455,548 0,000 0,000%     BEL20 2.393,200 +25,000 +1,060%     IPC 42.018,930 +350,871 +0,840%     Refresh a cada 5 minutos...
Mostrando postagens com marcador Oxfam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oxfam. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

8 mais ricos têm o mesmo que a metade mais pobre

O patrimônio de apenas oito homens é igual ao da metade mais pobre do mundo. Os dados foram divulgados segunda-feira (16) pela Oxfam, organização humanitária que luta contra a pobreza, e mostram ainda que a fatia dos 1% mais ricos detém mais que todo o resto do planeta.

O relatório intitulado "Uma economia para os 99%” denuncia o abismo existente entre os mais ricos e o resto da população mundial e apresenta propostas de ações para uma sociedade mais justa e igualitária.
Bill Gates é o mais rico do mundo, com US$ 75 bilhões
Fórum Econômico/Divulgação/Commons

Entre os dados apresentados no documento há referência positiva ao caso do Brasil, onde os salários reais dos 10% mais pobres da população aumentaram mais que os pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012, “graças à adoção de políticas progressistas de reajustes do salário mínimo”.

No entanto, as notícias de maneira geral não são boas. No mundo, a renda dos 10% mais pobres aumentou cerca de US$ 65 entre 1988 e 2011, enquanto a renda dos 1% mais ricos aumentou – 182 vezes mais no mesmo período (ceca de US$ 11.800). Além disso, sete em cada dez pessoas vivem em um país que registrou aumento da desigualdade nos últimos 30 anos.

Ao longo dos próximos 20 anos, 500 pessoas passarão mais de US$ 2,1 trilhões para seus herdeiros – uma soma mais alta que o Produto Interno Bruto (PIB) da Índia, país que tem 1,2 bilhão de habitantes.

Nos Estados Unidos, nos últimos 30 anos, a renda dos 50% mais pobres permaneceu inalterada, enquanto a do 1% mais rico aumentou 300%.
Amancio Ortega é o segundo mais rico, com US$ 67 bilhões
Wikipedia/Commons

Outro exemplo que o documento cita e que revela o tamanho da desigualdade na distribuição de renda é o Vietnã: o homem mais rico do país ganha mais em um único dia de trabalho do que a pessoa mais pobre vai ganhar em um período de dez anos.

De acordo com a Oxfam, os mais ricos acumulam riqueza de forma tão acelerada que o mundo pode ter seu primeiro trilionário nos próximos 25 anos. A ideia de que uma única pessoa possua mais de um trilhão é tão incrível que a palavra “trilionário” ainda não aparece na maioria dos dicionários. O relatório destaca que seria preciso gastar US$ 1 milhão todos os dias durante 2.738 anos para gastar US$ 1 trilhão.

Outra triste conclusão apresentada é sobre as desigualdades de gênero. De acordo com as tendências atuais, o impacto é maior entre as mulheres, que levarão 170 anos para serem remuneradas como os homens.

A Oxfam afirma que as relações econômicas atuais recompensam excessivamente os mais ricos e propõe, como estratégia para diminuir o abismo entre milionários e pobres, tornar essas relações econômicas mais humanas.

“Governos responsáveis e visionários, empresas que trabalham no interesse de trabalhadores e produtores, valorizando o meio ambiente e os direitos das mulheres, além de um sistema robusto de justiça fiscal são elementos fundamentais para essa economia mais humana”, diz o texto.

O relatório fala ainda em cobrança justa de impostos por empresas e pessoas ricas, a igualdade salarial entre homens e mulheres e a proteção do meio ambiente.
Warren Buffett, o 3º mais rico, tem US$ 60,8 bilhões
Wikipedia/Commons

“Combustíveis fósseis têm impulsionado o crescimento econômico desde a era da industrialização, mas eles são incompatíveis com uma economia que efetivamente prioriza as necessidades da maioria. A poluição do ar provocada pela queima de carvão causa milhões de mortes prematuras em todo o mundo, enquanto a devastação causada pelas mudanças climáticas afeta mais intensamente os mais pobres e mais vulneráveis. Energias renováveis sustentáveis podem garantir o acesso universal à energia e promover o crescimento do setor energético respeitando os limites do nosso planeta.”

O relatório da Oxfam foi divulgado um dia antes do início do Fórum Econômico Mundial, que vai debater alguns desses assuntos ao longo desta semana, em Davos, na Suíça. No evento, estarão reunidos os principais atores políticos e econômicos do mundo para discutir, entre outros temas, a questão das alterações climáticas.

Quem são os oito mais ricos do mundo


O estudo da Oxfam cita a lista divulgada pela revista americana Forbes, em março de 2016, com os nomes dos homens mais ricos do mundo à época. 

Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera o ranking, com uma fortuna de US$ 75 bilhões; seguido pelo espanhol Amancio Ortega, fundador da Inditex, empresa-mãe da Zara (US$ 67 bilhões); pelo americano Warren Buffett, acionista da Berkshire Hathaway (US$ 60,8 bilhões); pelo mexicano Carlos Slim Helu, dono da Grupo Carso (US$ 50 bilhões); e pelos americanos Jeff Bezos, fundador e principal executivo da Amazon (US$ 45,2 bilhões); Mark Zuckerberg, cofundador e principal executivo do Facebook (US$ 44,6 bilhões); Larry Ellison, cofundador e principal executivo da Oracle (US$ 43,6 bilhões) e Michael Bloomberg, cofundador da Bloomberg LP (US$ 40 bilhões).

De acordo com o relatório, os 1.810 bilionários (em dólares) incluídos na lista da Forbes de 2016 possuem um patrimônio de US$ 6,5 trilhões – a mesma riqueza detida pelos 70% mais pobres da humanidade.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

1% do mundo tem riqueza igual à soma de 99%

99% da população mundial possui 1% da riqueza do mundo
Vladimir Platonow/Agência Brasil
A concentração de riqueza no mundo atingiu, no final de 2015, níveis sem precedentes. Pela primeira vez na história conhecida, a riqueza acumulada pelo 1% da população mundial mais rico equivale à soma de tudo o que possuem os 99% restantes.

Essa é a conclusão de um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam, divulgado ontem, às vésperas do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. O Fórum começa amanhã. O levantamento foi realizado com base em dados do banco Credit Suisse relativos a outubro do ano passado.

A divulgação destes dados tem o propósito de chamar a atenção dos líderes da economia e da política mundial que estarão em Davos para que definam medidas capazes de reduzir a desigualdade no mundo.

Segundo o estudo da Oxfam, a riqueza acumulada pelo seleto grupo formado pelas 62 pessoas mais ricas do mundo equivale a todo o patrimônio em poder de metade da população mais pobre do planeta.

A disparidade entre ricos e pobres no mundo é tanta que, para os padrões da classe média brasileira, não é preciso muito para estar na elite rica mundial. O mesmo estudo também afirma que quem acumula bens e dinheiro no valor de US$ 68 mil (cerca de R$ 275 mil) está entre os 10% mais ricos da população. Para fazer parte do 1% mais rico, é preciso ter US$ 760 mil ( pouco mais de R$ 3 milhões).

Na verdade, há o risco deste 1% da população mundial já deter muito mais que a metade da riqueza mundial. O Credit Suisse reconhece ser muito difícil conseguir informações precisas sobre os bens e dinheiro acumulados pelos super-ricos. Outra ressalva é que os números incluem estimativas colhidas em países onde não há estatísticas precisas. Este valor, portanto, pode ser muito maior.

Outro detalhe que chama a atenção é a aceleração da concentração de riquezas no mundo, principalmente nos últimos 12 meses, segundo a Oxfam. A ONG britânica previu, no ano passado, que este emparelhamento das riquezas entre o 1% mais rico e os 99% restantes ocorreria no final de 2016. No entanto, aconteceu em outubro de 2015.

O estudo Global Wealth Databook, do Credit Suisse, por sua vez, trouxe indicadores impressionantes. Segundo o documento, cerca de 35 milhões de pessoas no planeta têm patrimônios avaliados entre US$ 1 milhão (cerca de R$ 4 milhões) e US$ 50 milhões (R$ 201 milhões). Já os multimilionários (que possuem mais de US$ 50 milhões) são 128 mil pessoas em todo o mundo e o Brasil é o país latino-americano com a maior quantidade desses indivíduos: aproximadamente 1.900.

E na pontinha da pirâmide da riqueza mundial estão 92 pessoas, com patrimônios superiores a US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões). Juntos, eles teriam mais dinheiro que a metade mais pobre do planeta.

Para equalizar a distribuição de riqueza no mundo, a Oxfam propõe, entre outras ações, a redução da diferença entre o que é pago a trabalhadores que recebem salário mínimo e o que é pago a executivos, o fim da diferença de salários pagos a homens e mulheres, redução do preço de medicamentos e a cobrança impostos sobre a riqueza em vez de impostos pelo consumo.

A miséria no planeta é tão grande que quem tem alguma coisa já tem muito mais do que muita gente. Dá para entender porque há tanta violência no mundo atual, não é verdade?