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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

1% do mundo tem riqueza igual à soma de 99%

99% da população mundial possui 1% da riqueza do mundo
Vladimir Platonow/Agência Brasil
A concentração de riqueza no mundo atingiu, no final de 2015, níveis sem precedentes. Pela primeira vez na história conhecida, a riqueza acumulada pelo 1% da população mundial mais rico equivale à soma de tudo o que possuem os 99% restantes.

Essa é a conclusão de um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam, divulgado ontem, às vésperas do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. O Fórum começa amanhã. O levantamento foi realizado com base em dados do banco Credit Suisse relativos a outubro do ano passado.

A divulgação destes dados tem o propósito de chamar a atenção dos líderes da economia e da política mundial que estarão em Davos para que definam medidas capazes de reduzir a desigualdade no mundo.

Segundo o estudo da Oxfam, a riqueza acumulada pelo seleto grupo formado pelas 62 pessoas mais ricas do mundo equivale a todo o patrimônio em poder de metade da população mais pobre do planeta.

A disparidade entre ricos e pobres no mundo é tanta que, para os padrões da classe média brasileira, não é preciso muito para estar na elite rica mundial. O mesmo estudo também afirma que quem acumula bens e dinheiro no valor de US$ 68 mil (cerca de R$ 275 mil) está entre os 10% mais ricos da população. Para fazer parte do 1% mais rico, é preciso ter US$ 760 mil ( pouco mais de R$ 3 milhões).

Na verdade, há o risco deste 1% da população mundial já deter muito mais que a metade da riqueza mundial. O Credit Suisse reconhece ser muito difícil conseguir informações precisas sobre os bens e dinheiro acumulados pelos super-ricos. Outra ressalva é que os números incluem estimativas colhidas em países onde não há estatísticas precisas. Este valor, portanto, pode ser muito maior.

Outro detalhe que chama a atenção é a aceleração da concentração de riquezas no mundo, principalmente nos últimos 12 meses, segundo a Oxfam. A ONG britânica previu, no ano passado, que este emparelhamento das riquezas entre o 1% mais rico e os 99% restantes ocorreria no final de 2016. No entanto, aconteceu em outubro de 2015.

O estudo Global Wealth Databook, do Credit Suisse, por sua vez, trouxe indicadores impressionantes. Segundo o documento, cerca de 35 milhões de pessoas no planeta têm patrimônios avaliados entre US$ 1 milhão (cerca de R$ 4 milhões) e US$ 50 milhões (R$ 201 milhões). Já os multimilionários (que possuem mais de US$ 50 milhões) são 128 mil pessoas em todo o mundo e o Brasil é o país latino-americano com a maior quantidade desses indivíduos: aproximadamente 1.900.

E na pontinha da pirâmide da riqueza mundial estão 92 pessoas, com patrimônios superiores a US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões). Juntos, eles teriam mais dinheiro que a metade mais pobre do planeta.

Para equalizar a distribuição de riqueza no mundo, a Oxfam propõe, entre outras ações, a redução da diferença entre o que é pago a trabalhadores que recebem salário mínimo e o que é pago a executivos, o fim da diferença de salários pagos a homens e mulheres, redução do preço de medicamentos e a cobrança impostos sobre a riqueza em vez de impostos pelo consumo.

A miséria no planeta é tão grande que quem tem alguma coisa já tem muito mais do que muita gente. Dá para entender porque há tanta violência no mundo atual, não é verdade?

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Veja onde moram as pessoas mais ricas do mundo

Pesquisa do banco Credit Suisse estimou que a riqueza total das famílias em 2014 em todo o mundo era de US$ 263 trilhões (equivalentes a cerca de R$ 678 trilhões).

Segundo este estudo, 47 milhões de pessoas detém, cada uma, riqueza equivalente ou superior a US$ 798 mil (R$ 2,06 milhões), entendendo-se riqueza não como renda, mas o cálculo de ativos (bens) menos dívida.

Isso inclui muitas pessoas em países desenvolvidos que não se consideram ricas, mas que possuem uma casa quitada ou já tenham pago parte significante de suas hipotecas.

Com base neste estudo do Credit Suisse, a Oxfam International, uma confederação de 13 organizações e mais de 3 mil parceiros e que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça por meio de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais; divulgou relatório onde prevê que o grupo de 1% das pessoas mais ricas do mundo possuirá, em breve, mais do que o resto da população mundial.

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Países mais ricos


Os Estados Unidos são o país com maior número de integrantes da elite do 1% mais rico do mundo, com 18 milhões de pessoas nesta condição.

A Suíça é um caso a parte: é país com a maior proporção de integrantes em relação à população. Um em cada dez suíços (800 mil dos 8 milhões de habitantes) tem patrimônio superior a US$ 798 mil.

Na Europa, destaque para França, com 3,5 milhões de pessoas, Reino Unido, com 2,9 milhões, e Alemanha, com outras 2,8 milhões.

Dois países asiáticos com mais de 1 milhão de pessoas entre as mais ricas: Japão (4 milhões) e China (1,6 milhão).

De acordo com o estudo, cerca de 295 mil brasileiros também estão entre os mais ricos do mundo.

Outros círculos de riqueza


O estudo demonstra como é grande a pobreza no mundo. Fazer parte dos mais favorecidos não significa ter tanto dinheiro assim.

Para fazer parte do círculo com os 10% mais ricos do mundo, é necessário ter US$ 77 mil em ativos (R$ 198 mil).

E para figurar na metade de cima dos mais ricos do mundo, de acordo com o Credit Suisse, é preciso apenas US$ 3.650 (R$ 9.408).